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Feminismo negro

Se o feminismo é seletivo
Não contempla minha imensidão
Enquanto vocês lutam por igualdade
Nós lutamos por inclusão

O direito ao voto foi conquistado
Mérito de um feminismo pungente
Enquanto isso nós lutávamos
Para sermos consideradas gente

Se vocês lutam pelo direito
De fazer o que querem com seus corpos
Nós lutamos pra no fim do dia
Não vermos nossos filhos mortos

Vocês lutam pelo divórcio
Enquanto nos esquivamos da solidão
Enquanto vocês buscam salários iguais
Nós buscamos uma profissão

Então não somos companheiras de luta
Não buscamos as mesmas soluções
Continuem buscando seus objetivos
Enquanto nos livramos dos grilhões






Vamos falar de Representatividade?

Muitas pessoas ainda se questionam: Mas, afinal, o que é isso de "REPRESENTATIVIDADE"?
Representatividade nada mais é do que sentir-se representado, seja politica, racial, econômica, estética ou profissionalmente... Significa você poder olhar para os meios de comunicação e se enxergar. significa você olhar pro congresso nacional e saber que existem representantes seus lá que lutarão pelos seus direitos. Hoje vamos falar especificamente de representatividade estética e racial. Ser criança é uma tarefa muito fácil, pelo menos quando se é branco.  A vida se resume, na maioria das vezes em estudar pra ser alguém na vida. A criança branca pode escolher o que quer ser. Ela tem exemplos de médicos, advogados, apresentadores de TV, atores, cantores, presidentes da república... ela sabe que pode ser o que quiser, desde que estude, (e as vezes nem isso). É o que chamamos meritocracia. Mas imagine você uma criança negra... que cresce sem nenhuma referência, sem exemplos pra seguir. provavelmente…

Geração mimimi

Ultimamente, tenho ouvido (e lido) muito a frase : Ah! Mas o mundo tá tão chato!
Vamos falar sobre Isso? É verdade que, se olharmos pelo ponto de vista das pessoas que se adequam ao padrão que a sociedade estabelece, deve estar bem desagradável mesmo. Classes que antes se calavam diante da injustiça e desigualdade começaram a reclamar seus direitos, a reivindicar mudanças.  É  praticamente uma revolução francesa digital... E inevitavelmente, somos vistos como agressores, bárbaros... Negros, gordos, pobres... embora ainda a margem da sociedade, agora têm voz, ou pelo menos brigam para tê-la. Que chatice viver em um mundo onde negros ousam querer receber o mesmo salário que brancos.... Que chatice um mundo onde negros exigem ser chamados por pronomes de tratamentos adequados.. . Que chatice um mundo onde gordas amam tanto seus corpos que não se incomodam em mostra-los. Que chatice um mundo onde mulheres são independentes e não dependem de homens pra nada. Realmente deve estar bem chato pra quem tá…

Por que um blog?

Acho que o primeiro post tem que ser de apresentação, né...
Pois bem!
Essa que voz escreve atende pelo nome de Emanuella, mas pode me chamar de Manu.
É dificil descrever a sí mesma, por isso vou deixar rótulos em aberto...
Vocês podem usar os que acharem adequados.
Sou uma mulher de 34 anos, mãe, funcionária Pública, Bacharel em direito, modelo plus size...
e estou um pouco cansada de algumas coisas.
racismo, preconceitos de qualquer especie, dicas para meninas que estão acima do peso, dicas para usuárias de laces... esses serão os temas abordados aqui. E espero de coração que gostem.
Eu gostaria de ter tido alguém que falasse abertamente comigo sobre como sobreviver na nossa sociedade cheia de padrões sendo fora do padrão.
Vejo tantas pessoas falarem: adeque-se! 
Eu to aqui pra falar: Resista! fuja dos padrões! E vou tentar te ajudar nessa caminhada.
bora?